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22 de outubro de 2014

Os livros das Crônicas: uma revisão da história - Lição 28

Vamos Continuar nosso curso, entramos agora nos dois livros de Crônicas, dos quais relembram muitos acontecimentos que já estão contidos nos livros de Reis. Mas não são mera repetição. Os mesmos personagens principais, os fatos e todo o período histórico é enfocado de maneira diferente, tendo como pano de funda outra teologia.

Esses livros foram escritos numa época em que os judeus estavam, a todo custo, procurando manter a unidade, a cultura e a própria identidade. Um dos fundamentos da teologia tradicional era a crença de que os descendentes de Davi seriam reis de Israel em todos os tempos. Com a chegada dos babilônios, dos persas e dos gregos, essa crença tinha sido brutalmente apagada. 

O povo desaminado não dava muito crédito à autoridade dos sacerdotes que estavam em Jerusalém e não se importavam com o culto no novo Templo. A intenção do autor dos livros do Crônicas é mostrar que uma comunidade centrada no culto estava fundamentada na história passada de Israel e que, portanto, tinha uma raiz sólida.

E assim, a comunidade o faz. Liga o rei Davi à raça humana, apresentando uma genealogia que vai até Adão (I Cr 1-9). Dedica uma grande parte ao rei Davi, mostrando como foi que ele começou a organizar o culto, preparou a construção do Templo e formou pessoas para trabalharem no santuário (I Cr 10-29). Depois, ressalta a atividade de Salomão em relação ao culto: construção do Templo, preparação das mobílias sagradas e festas (II Cr 1-9). Por fim, traçando a história do reino de Judá até o exílio, põe em relevo os reis que fizeram reformas no culto (II Cr 10-36).

Para refletir:

a) Os livros das Crônicas repetem os livros dos Reis?

b) Qual a finalidade desses livros?

c) Como esses livros apresentam o culto no Templo?

d) Ler e comentar II Cr 6.

Catequistas e Blogueiros, peçam sempre o Espírito Santo para entender e vos fortalecer na caminhada do nosso curso panorâmico. 

Encontramo-nos da oração e na Eucaristia!



Org. sem. Alex Sandro Serafim.

24 de setembro de 2014

lV Cerco de Jericó - Programação



28/09/2014 - DOMINGO

Noite dos Propósitos

Benção das Pulseiras

19h00 - Missa de Abertura

Pregador:Pe. Eloir Borges
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

29/09/2014 - SEGUNDA-FEIRA

Clamando as luzes do Espirito Santo sobre nossas decisões

Benção das Velas
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
10h às 14h50 - Adoração ao Santíssimo

15h00 - Missa

Pregador:Pe. Hélio da Cunha - Arquidiocese de Florianópolis
16h às 19h20 - Adoração ao Santíssimo

19h30 - Missa

Pregador:Pe. Hélio da Cunha – Arquidiocese de Florianópolis
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

30/09/2014 - TERÇA-FEIRA

Família, um casamento que dá certo

Benção das Flores e Terços
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
10h às 14h50 - Adoração ao Santíssimo

15h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
16h às 19h20 - Adoração ao Santíssimo

19h30 - Missa

Pregador:Pe. Antônio Junior
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

01/10/2014 - QUARTA-FEIRA

Clamando por cura e libertação

Benção da Água e Sal
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Pe. Carlos Weck
10h às 14h20 - Adoração ao Santíssimo

14h30 - Missa

Pregador:Dom Jacinto Inácio Flach
16h às 19h20 - Adoração ao Santíssimo

19h30 - Missa

Pregador:Pe. Antônio Vander
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

02/10/2014 - QUINTA-FEIRA

Clamando a benção por nossos filhos

Benção do Escapulário
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
10h às 14h50 - Adoração ao Santíssimo

15h00 - Missa

Pregador:Pe. Osvaldir Ribeiro Mendes
16h às 19h20 - Adoração ao Santíssimo

19h30 - Missa

Pregador:Pe. Avelino de Souza
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

03/10/2014 - SEXTA-FEIRA

Clamando as misericórdias de Deus sobre nós

Benção da Cruz e Terços
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Pe. José Aires
10h às 14h50 - Adoração ao Santíssimo

15h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
16h às 19h20 - Adoração ao Santíssimo

19h30 - Missa

Pregador:Pe. Márcio Alexandre Vignoli - Arquidiocese de Florianópolis
22h às 24h – Adoração ao Santíssimo

04/10/2014 - SÁBADO

Noite da unção e da Vitória

(Is 61, 1)
Benção do Óleo
06h às 08h50 - Adoração ao Santíssimo

09h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
10h às 14h50 - Adoração ao Santíssimo

15h00 - Missa

Pregador:Padre da Paróquia
16h às 17h50 - Adoração ao Santíssimo

18h00 - Missa

Pregador:Pe. João Luiz Lemos - Diocese de Caçador e
Pe. Eloir Borges

Não deixe de participar!

18 de setembro de 2014

Os Samaritanos - Lição 27

No mundo bíblico existem alguns grupos ou classe de pessoas, como os samaritanos, saduceus, fariseus, essênios, herodianos... Uns são conhecidos desde o Primeiro Testamento, e outros aparecem no Segundo Testamento. Hoje, trataremos dos samaritanos, prevendo já o seu aparecimento no nosso curso panorâmico. Apesar de não pertencerem ao judaísmo propriamente dito, os samaritanos aparecem como um grupo caraterístico do ambiente palestinense e são mencionados várias vezes no Segundo Testamento. São opositores ferrenhos ao judaísmo, e por isso, são considerados como raça impura pelos judeus, por serem descendentes da população israelita misturada com estrangeiros que se transferiram para a Samaria após a queda do Reino do Norte sob o poder da Assíria em 722 a.E.C. (II Rs 17,24-41). Considerados como grupo herético e cismático, os samaritanos viviam em contínua rixa com os judeus, que os detestavam até mais que os pagãos.

Os samaritanos, como os judeus, eram observantes escrupulosos da tradição e das leis do Pentateuco, que para eles era a única Escritura válida. Além de serem chamados homens da Lei, representados pelos cinco livros do Pentateuco, também seguiam com rigor elementos do judaísmo, como: a circuncisão, o sábado, as festas... O seu lugar exclusivo de culto é o monte Garazim, que fica perto de Siquém, na Samaria. Já os judeus cultuavam no templo de Jerusalém. Acreditavam na profecia e esperavam um messias que se chamava Taeb (= aquele que volta); este, porém, não seria um rei descendente de Davi, mas um novo Moisés, que revelaria a verdade e organizaria a sociedade no fim dos tempos.

Nos Evangelhos, os samaritanos aparecem várias vezes. Um dia Jesus foi insultado com o apelido de “samaritano” (Jo 8,48). No Evangelho de João, no capítulo 4, o discípulo amado informa sobre a conversa de Jesus com uma samaritana, sua pregação aos habitantes de uma aldeia da Samaria e a conversão de muitos; mas a narrativa deixa clara a hostilidade que existia entre os dois grupos. Todavia, o Evangelho abre um horizonte novo: um samaritano é apresentado como exemplo de amor ao próximo (Lc 10,33ss), e o único dos dez leprosos a quem Jesus curou, e que lhe agradeceu, era um samaritano (Lc 17,16). Jesus não poderia exigir ato maior de um judeu do que aceitar um samaritano como irmão. 

Queridos Catequistas e Amigos do Blog, conhecer alguns elementos do mundo bíblico é importante, assim, podemos fazer as ligações necessárias para entender melhor algumas relações e contextos nas Escrituras. 

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.

12 de setembro de 2014

Os livros dos Reis: Da glória à ruína - Lição 26

Vamos entrar nos livros dos Reis. Os acontecimentos são datados entre 972 a 561 a.d.e., e dá continuidade a história da monarquia iniciada com Saul e Davi. Depois de Salomão o império se divide (931 a.e.c) em dois reinos: o reino de Israel, com sede em Samaria, que caiu em poder da Assíria em 722 a.e.c.; e o reino de Judá, com sede em Jerusalém, que caiu em poder de Babilônia em 586 a.e.c. Mais do que uma história, estes livros são uma reflexão teológica sobre a história do povo e dos reis que o governaram: a fidelidade a Deus leva à benção e à prosperidade; a infidelidade leva à maldição e ruína do exílio (Cf. II Rs 17,7-23).

No início encontramos de novo uma teologia da autoridade política: o rei deve ser fiel a Deus (I Rs 2,3) e governar com sabedoria e justiça, servindo o povo (I Rs 12,7), que pertence unicamente a Deus (I Rs 3,8-9). Mas os reis são sempre infiéis e “fazem o mal diante do Senhor”: praticam a idolatria, dividem e oprimem o povo, perseguem os profetas, etc. Como consequência, Israel e Judá são levados à ruína.

O Templo e o profetismo têm um papel importante nessa história. O Templo é o lugar da reunião de todo o povo para o encontro com Deus, em todas as circunstâncias da vida nacional (I Rs 8). A reforma de Josias procura reunir novamente todo o povo a partir do culto no Templo (II Rs 22-23). Os profetas são os guardiões da consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis. Sua intenção de fazer respeitar a justiça e o direito está sempre em primeiro plano, e eles se ocupam tanto de religião como de moral e política, pois tudo deve estar submetido a Deus, o único rei sobre o povo (Cf. Is 6,5; 44,6; Zc 14,16).

Para refletir:

A) Os livros dos Reis apresentam simplesmente uma história?

B) Quais são as características de uma autoridade justa?

C) Qual a importância do Templo e dos Profetas?

D) Ler e comentar II Rs 17,7-23.

Queridos Catequistas e seguidores do Blog, o Primeiro Testamento muitas vezes parece pesado, maçante e difícil, mas, todo alicerce é assim! O fundamento tem que ser bem preparado, senão a casa caí. Continuemos firmes no propósito de sermos vencedores, de chegar até o fim.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.



8 de setembro de 2014

Natividade de Nossa Senhora, celebramos o nascimento da Mãe de Jesus


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.

Nossa Senhora, rogai por nós!

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E "como celebraremos o nascimento de Maria?"
Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu "Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora", ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

Uma Festa de Alegria
"Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?"

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. "A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas", afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

"Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria." "Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos."


São Joaquim, seu pai, e Nossa Senhora menina
A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a "contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a "bendita entre todas as mulheres" (Lc 1, 42), a Imaculada "filha de Sião", destinada a tornar-se a Mãe do Messias".(João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

"Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria. 

"Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha." (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a "Virgem bela e Gloriosa" que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

fontes: