Amigos

29 de julho de 2014

Juízes: o vaivém da História - Lição 22

Como diz o cantor Lulu Santos: “Assim caminha a humanidade”, e também o nosso curso panorâmico bíblico. Neste encontro vamos entrar no segundo livro da etapa histórica da Bíblia, o livro dos Juízes, que relata fatos situados entre 1200 e 1020 a.e.c: a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da monarquia. Trata-se de um tempo de “democracia” (Jz 21,25) e cheio de dificuldades. As tribos são governadas por chefes que têm um cargo vitalício (juízes menores); nos momentos de grande dificuldade surgem chefes carismáticos (juízes maiores), que unem e lideram as tribos na luta contra os inimigos.

O mais importante no livro de Juízes é a chave de leitura da história, que vale não só para o livro, mas para toda a história de Israel e também para a nossa. Essa chave é exposta em Jz 2,6-23 e reaparece diversas vezes no livro. Pode ser resumida em quatro palavras: pecado, castigo, conversão, salvação.

Vamos agora ver cada o que cada palavra diz ao estudioso, expliquemos: Pecado: a nova geração do povo esquece o Deus libertador e adora os ídolos; perde sua identidade de povo de Deus e torna-se semelhante às outras nações. Castigo: o povo perde a liberdade e torna-se escravo dos inimigos. Conversão: no extremo do sofrimento o povo toma consciência, se arrepende e suplica de novo para que Deus o liberte. Salvação: Deus faz surgir um líder carismático que reúne o povo e o lidera na luta pela libertação. Mas a nova geração novamente se esquece, adora os ídolos... e o movimento se repete.

Experimente ler Juízes, a história de Israel e a nossa própria vida e história com essa chave de leitura. Comece pelo castigo, perguntando: por que estamos sofrendo hoje? Depois procure identificar quais os ídolos que estamos servindo, em vez de servir ao Deus que liberta. Acabamos este encontro incentivando os nossos Blogueiros, Catequistas e Leitores a seguir em frente, perseverem meus amigos. Conhecer dói, causa suores, cansa, mas no fim ganhamos uma coisa que jamais vamos perder: a sabedoria. Finalizando, estude sempre em clima de oração e certamente o Espírito Santo irá vos ajudar nos estudos sagrados.

Para refletir e meditar:

a) Quantos tipos de Juízes há no livro?

b) Que chave o livro fornece para lermos a história?

c) Quais ídolos adoramos hoje?

d) Ler e comentar Jz 2,6-23.



Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!



Org. sem. Alex Sandro Serafim.

26 de julho de 2014

Dinâmica “Somos templom de Deus”


“Todos vocês são filhos do Altíssimo. (Sl 82,6)”


- Você vai precisar de uma imagem de um templo e um espelho. Mostrar a imagem de um templo aos catequizandos e discutir com eles sobre o que é um templo.

- Um templo é, literalmente, a casa do Senhor, um santuário no qual cerimônias sagradas e leituras do Evangelho são realizadas pela e para a vida, e também em nome dos mortos. Um lugar onde o Senhor sempre está presente, é o mais santo de qualquer lugar de adoração na Terra. Só a nossa casa pode ser comparada ao templo sagrado.

- Em seguida, segure um espelho e peça para que os catequizandos olhem bem sua imagem nele. Converse como nosso corpo é também templo de Deus. Que tanto o templo como nosso corpo devem ser cuidados, mantidos limpos para que o Senhor habite neles.

- Faça com eles uma lista de maneiras como o templo é mantido limpo: varrer, passar pano, tirar o pó, regar as plantas, limpar os vidros, guardar os materiais nos lugares certos, etc. Faça também uma lista de como manter o corpo limpo: boa higiene, roupas limpas e adequadas, comer bem, praticar exercícios, evitar maus hábitos como drogas, álcool e promiscuidade, procurar ter bosn pensamentos, ler, ouvir música, assistir bons filmes, etc...
Peça que leiam 1Coríntios 3, 16-17 e reflitam um pouco sobre estes versículos.

Você pode entregar um boneco(a) impresso ou feito em outro material com a seguinte mensagem:


“Deus nosso pai criou seu corpo para você, como um presente, e Ele quer que você cuide bem desse presente enquanto o tem.”

23 de julho de 2014

Josué: Dom e conquista da terra - Lição 21

Começando a entrar nos livros históricos da Bíblia, temos no primeiro encontro o livro de Josué, o sexto livro bíblico. Josué é filho de Num. Líder da tribo de Efraim. Moisés mudou o nome de Oseias para Josué (que significa “o Senhor é Salvação”). Josué é um estimulador do povo para confiar em Deus, e assim, entrar na Terra Prometida. Josué é o homem de confiança de Moisés.

O livro foi escrito durante o exílio na Babilônia (586-538 a.e.c.[1]), e relata os fatos situados entre 1230 e 1200 a.e.c.: a conquista e a partilha de Canaã, a Terra Prometida, pelas tribos de Israel. À primeira vista, o livro apresenta a tomada global da Terra, feita por uma geração. Isso se deve a idealização do autor. Na verdade, a conquista foi um processo longo e lento, ora pacífico, ora violento, que só terminou dois séculos mais tarde, com o rei Davi.

Josué não é uma crônica, mas uma interpretação dos fatos para mostrar o significado da entrada em Canaã. O personagem principal é a Terra Prometida: Deus realizou a promessa feita aos patriarcas e renovada aos seus descendentes. O povo foi libertado da escravidão do Egito para ser livre e próspero na Terra que Deus ia dar (Ex 3,7-8). Portanto, por trás das longas e minuciosas listas de lugares devemos ver a alegria e a gratidão pelo dom de Deus.

Neste livro há um pormenor que chama a atenção: as tribos tiveram que “conquistar” a Terra que Deus lhes dera. Deus concede o dom, mas não viola a liberdade e nem prescinde do esforço do homem. Pelo contrário, Deus exige que o homem busque com todas as forças e conquiste o dom que ele concede. A Terra (=vida) é o fruto da promessa e do dom de Deus e, ao mesmo tempo, da aspiração e da conquista do homem. Melhor dizendo, Deus promete por dentro das aspirações do homem, e realiza seu dom por dentro das conquistas do homem. A graça de Deus é isso: fruto do dom de Deus e da conquista do homem. Josué é uma grande lição sobre a graça! 

Queridos Amigos, Catequistas, Simpatizantes do Blog e do nosso curso panorâmico, como nos ensina o livro de Josué, Deus nos dá a graça, o dom, mas isso só não basta! Temos que nos esforçar! Por isso, vamos procurar ir na fonte bíblica, ler os livros também. Lembrem-se: nosso curso é apenas panorâmico! Para se tornar um trabalho mais profundo temos que acompanhar também refletindo, meditando e rezando os livros.

Para refletir:

a) Qual o tema central e o personagem principal do livro?

b) O que o livro nos ensina sobre a graça?

c) Ler e comentar Js 1,1-9, seguindo o método da Leitura Orante.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!

Org. sem. Alex Sandro Serafim




[1] a.e.c.: significa “antes da era cristã”.

21 de julho de 2014

A Bíblia é a nossa história - Lição 20

A Palavra de Deus nunca foi, não é, e nunca será teoria. Ela é vida, e teve o seu ápice quando a Palavra do Pai encarnou-se. Jesus é a grande manifestação da Palavra do Pai no meio de nós. E quando aplicamos a Palavra de Deus em nossa vida ela realmente tem a capacidade de modificar a nossa vida, ser real.

A história é a dimensão de tempo em que se realiza nossa vida. Todos nós temos uma história pessoal, faz parte de uma das dimensões do homem e, ao mesmo tempo, fazemos parte de uma história maior: a história do nosso povo e também a história da humanidade. A Bíblia também é uma história. Contudo, que relação existe entre a história que a Bíblia conta e a nossa história hoje? Se olharmos profundamente, descobriremos que a Bíblia é a nossa história, a história da nossa vida. E isso por dois motivos:

1). A Bíblia é a história do nosso passado: Desde que fomos batizados em nome da Trindade, tornamo-nos participantes da Aliança que Deus fez com os homens e começamos a fazer parte do povo de Deus. A Bíblia conta a história dessa Aliança: primeiro a Aliança Antiga, realizada com o povo de Israel (Primeiro Testamento); depois a Aliança Nova e definitiva, realizada com todos os homens através de Jesus Cristo (Segundo Testamento). Entretanto para essa aliança, todos e cada um de nós herdamos a Bíblia como nossa história, a história do nosso passado como família de Deus, irmãos de Jesus Cristo e descendentes do povo do Segundo Testamento. Isso não é tudo, porém.

2). A Bíblia é também a história do nosso presente: Nela temos uma análise tão profunda da vida, que também a nossa história pessoal, a história do nosso povo e a da humanidade de hoje podem ser analisadas pelos modelos que nela encontramos a cada passo. A Bíblia, na verdade, é um grande espelho que reflete nossos problemas, perguntas, dúvidas, lutas, buscas e esperanças, que são as mesmas de sempre. Desse modo a Bíblia nos ajuda a descobrir a presença de Deus em nossa história e a ouvir os apelos que ele nos dirige para vivermos como povo de Deus.

Podemos ir além! A Bíblia ainda continua a ser escrita na vida do povo, e pode fazer parte do nosso futuro. Quando vivemos a Palavra de Deus, ela continua e faz parte de nossa história. Queridos Catequistas, vamos dar continuação ao Evangelho, e só conseguiremos isso anunciando, vivendo e testemunhando a Boa Nova do Pai que se encarnou e está no meio de nós que é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Para reflexão:

a) Existe alguma relação entre a Bíblia e a nossa história?

b) Por que a Bíblia é a história do nosso passado?

c) Por que a Bíblia é a história do nosso presente?

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.



Org. sem. Alex Sandro Serafim

18 de julho de 2014

Atividades paroquiais e concentração diocesana marcam a Semana da Juventude

De 20 a 26 de julho, a Diocese de Criciúma vive a Semana da Juventude. O período, que recorda a passagem de um ano de realização e participação de mais de 600 jovens da Diocese na Jornada Mundial da Juventude, será marcado por atividades paroquiais e comunitárias com os diversos serviços de pastoral e movimentos que atuam com jovens. Um subsídio especial com 25 páginas foi confeccionado pelo Setor Diocesano de Juventude, para ser utilizado pelos jovens. As orientações são encontradas de forma virtual e não impressa, valorizando o uso das redes sociais e tecnologias de aparelhos móveis como celulares e tablets, entre outros. “Você dá um click e, num instante, centenas de pessoas podem curtir e compartilhar as informações que está repassando”, salienta o Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Joel Sávio.

A espécie de cartilha online aborda reflexões e orientações específicas referentes ao acolhimento, organização e celebrações com os jovens, abordando assuntos como amizade, afetividadem sexualidade, família, violência, drogas e políticas públicas. Ao final, traz questões de conhecimento bíblico para realização de gincanas.

Organizada pelo Setor Juventude, a Semana da Juventude promete reunir mais de 1,2 mil jovens em seu encerramento marcado o sábado, 26, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Forquilhinha. Uma missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Jacinto Flach, será celebrada às 18 horas na igreja matriz, de onde os jovens partirão, depois, até o Colégio Sagrada Família, onde haverá a grande concentração diocesana com o show nacional do cantor católico Diego Fernandes, da TV Século XXI, que foi um dos apresentadores da JMJ (entrada franca).

Para participar do evento, os jovens devem procurar os grupos ou secretarias de sua paróquia. “O objetivo está em celebrar a caminhada da juventude em nossa diocese e motivá-los para o cumprimento do compromisso firmado com o Papa Francisco durante a JMJ, de serem discípulos e missionários na evangelização de outros jovens”, afirma padre Joel Sávio.