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12 de setembro de 2014

Os livros dos Reis: Da glória à ruína - Lição 26

Vamos entrar nos livros dos Reis. Os acontecimentos são datados entre 972 a 561 a.d.e., e dá continuidade a história da monarquia iniciada com Saul e Davi. Depois de Salomão o império se divide (931 a.e.c) em dois reinos: o reino de Israel, com sede em Samaria, que caiu em poder da Assíria em 722 a.e.c.; e o reino de Judá, com sede em Jerusalém, que caiu em poder de Babilônia em 586 a.e.c. Mais do que uma história, estes livros são uma reflexão teológica sobre a história do povo e dos reis que o governaram: a fidelidade a Deus leva à benção e à prosperidade; a infidelidade leva à maldição e ruína do exílio (Cf. II Rs 17,7-23).

No início encontramos de novo uma teologia da autoridade política: o rei deve ser fiel a Deus (I Rs 2,3) e governar com sabedoria e justiça, servindo o povo (I Rs 12,7), que pertence unicamente a Deus (I Rs 3,8-9). Mas os reis são sempre infiéis e “fazem o mal diante do Senhor”: praticam a idolatria, dividem e oprimem o povo, perseguem os profetas, etc. Como consequência, Israel e Judá são levados à ruína.

O Templo e o profetismo têm um papel importante nessa história. O Templo é o lugar da reunião de todo o povo para o encontro com Deus, em todas as circunstâncias da vida nacional (I Rs 8). A reforma de Josias procura reunir novamente todo o povo a partir do culto no Templo (II Rs 22-23). Os profetas são os guardiões da consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis. Sua intenção de fazer respeitar a justiça e o direito está sempre em primeiro plano, e eles se ocupam tanto de religião como de moral e política, pois tudo deve estar submetido a Deus, o único rei sobre o povo (Cf. Is 6,5; 44,6; Zc 14,16).

Para refletir:

A) Os livros dos Reis apresentam simplesmente uma história?

B) Quais são as características de uma autoridade justa?

C) Qual a importância do Templo e dos Profetas?

D) Ler e comentar II Rs 17,7-23.

Queridos Catequistas e seguidores do Blog, o Primeiro Testamento muitas vezes parece pesado, maçante e difícil, mas, todo alicerce é assim! O fundamento tem que ser bem preparado, senão a casa caí. Continuemos firmes no propósito de sermos vencedores, de chegar até o fim.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.



8 de setembro de 2014

Natividade de Nossa Senhora, celebramos o nascimento da Mãe de Jesus


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.

Nossa Senhora, rogai por nós!

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E "como celebraremos o nascimento de Maria?"
Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu "Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora", ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

Uma Festa de Alegria
"Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?"

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. "A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas", afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

"Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria." "Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos."


São Joaquim, seu pai, e Nossa Senhora menina
A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a "contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a "bendita entre todas as mulheres" (Lc 1, 42), a Imaculada "filha de Sião", destinada a tornar-se a Mãe do Messias".(João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

"Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria. 

"Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha." (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a "Virgem bela e Gloriosa" que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

fontes: 

4 de setembro de 2014

Festa em honra a Natividade de Nossa Senhora

Convite para Cocal do Sul e região, venham comemorar conosco!







2 de setembro de 2014

II Samuel: A autoridade ideal - Lição 25

O segundo livro do profeta Samuel é a continuação do Primeiro. O contexto abarca o período que vai de 1010 a 971 a.e.c. O livro está centrado na figura do Rei Davi, cuja história começa já em I Sm 16, e nas lutas dos pretendentes para suceder-lhe no trono de Jerusalém. Podemos dizer que o II Sm continua a avaliação do sentido e da função da autoridade política. 

Davi é apresentado como o rei ideal, que obedece a Deus e serve ao povo. Graças á sua habilidade política, ele consegue aos poucos captar a simpatia das tribos, sendo primeiro aclamado rei de Judá, sua tribo, e depois rei também das tribos do Norte. Após ter conseguido reunir todo o povo, Davi conquista Jerusalém e a torna ao mesmo tempo o centro do poder político e da religião de Israel. 

O ponto mais alto da sua história é a profecia de Natã (II Sm 7), onde o profeta anuncia que o trono de Jerusalém sempre será ocupado por um Messias (= rei ungido) da família de Davi. É a criação da ideologia messiânica: o povo será sempre governado por um Messias, descendente de Davi. Logo depois começa a competição pelo poder e pela sucessão e, finalmente, o trono é ocupado por Salomão, filho mais novo de Davi (II Sm 9 – I Rs 2).

Davi passou para a história como o modelo de autoridade política justa. Por isso, mesmo com o fim da realeza, os judeus permaneceram confiantes no ideal messiânico e ficaram à espera do Messias que iria reunir o povo, defendê-lo dos inimigos e organizá-lo numa sociedade justa e fraterna. Dizendo que Jesus é descendente de Davi, os Evangelhos mostram que Jesus é o Messias esperado (daí o nome grego Cristo = Messias). Ele veio para reunir todos os homens e levá-los à vida plena, na justiça e fraternidade do Reino de Deus.

Com isso, terminamos os dois livros de Samuel. É bom continuarmos com a leitura, estudo e oração das fontes, ou seja, os próprios livros. Continuemos firmes!

Para refletir:

a) Qual o tema de II Sm?

b) Por que Davi é considerado o rei ideal?

c) Que relação há entre Jesus e Davi?

d) Ler e comentar II Sm 7,1-16.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.



Org. sem. Alex Sandro Serafim

25 de agosto de 2014

Parabéns Catequistas!!!

Parabéns catequistas pelo seu "sim", por silenciar para ouvir o chamado de Deus à esta linda vocação!


Alegria maior não há, pois ela é dupla: servir a Jesus e servir a Jesus com estas pessoas que se dedicam em dizer a todos: "Tú és o Cristo, o filho de Deus!".