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21 de julho de 2014

A Bíblia é a nossa história - Lição 20

A Palavra de Deus nunca foi, não é, e nunca será teoria. Ela é vida, e teve o seu ápice quando a Palavra do Pai encarnou-se. Jesus é a grande manifestação da Palavra do Pai no meio de nós. E quando aplicamos a Palavra de Deus em nossa vida ela realmente tem a capacidade de modificar a nossa vida, ser real.

A história é a dimensão de tempo em que se realiza nossa vida. Todos nós temos uma história pessoal, faz parte de uma das dimensões do homem e, ao mesmo tempo, fazemos parte de uma história maior: a história do nosso povo e também a história da humanidade. A Bíblia também é uma história. Contudo, que relação existe entre a história que a Bíblia conta e a nossa história hoje? Se olharmos profundamente, descobriremos que a Bíblia é a nossa história, a história da nossa vida. E isso por dois motivos:

1). A Bíblia é a história do nosso passado: Desde que fomos batizados em nome da Trindade, tornamo-nos participantes da Aliança que Deus fez com os homens e começamos a fazer parte do povo de Deus. A Bíblia conta a história dessa Aliança: primeiro a Aliança Antiga, realizada com o povo de Israel (Primeiro Testamento); depois a Aliança Nova e definitiva, realizada com todos os homens através de Jesus Cristo (Segundo Testamento). Entretanto para essa aliança, todos e cada um de nós herdamos a Bíblia como nossa história, a história do nosso passado como família de Deus, irmãos de Jesus Cristo e descendentes do povo do Segundo Testamento. Isso não é tudo, porém.

2). A Bíblia é também a história do nosso presente: Nela temos uma análise tão profunda da vida, que também a nossa história pessoal, a história do nosso povo e a da humanidade de hoje podem ser analisadas pelos modelos que nela encontramos a cada passo. A Bíblia, na verdade, é um grande espelho que reflete nossos problemas, perguntas, dúvidas, lutas, buscas e esperanças, que são as mesmas de sempre. Desse modo a Bíblia nos ajuda a descobrir a presença de Deus em nossa história e a ouvir os apelos que ele nos dirige para vivermos como povo de Deus.

Podemos ir além! A Bíblia ainda continua a ser escrita na vida do povo, e pode fazer parte do nosso futuro. Quando vivemos a Palavra de Deus, ela continua e faz parte de nossa história. Queridos Catequistas, vamos dar continuação ao Evangelho, e só conseguiremos isso anunciando, vivendo e testemunhando a Boa Nova do Pai que se encarnou e está no meio de nós que é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Para reflexão:

a) Existe alguma relação entre a Bíblia e a nossa história?

b) Por que a Bíblia é a história do nosso passado?

c) Por que a Bíblia é a história do nosso presente?

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.



Org. sem. Alex Sandro Serafim

18 de julho de 2014

Atividades paroquiais e concentração diocesana marcam a Semana da Juventude

De 20 a 26 de julho, a Diocese de Criciúma vive a Semana da Juventude. O período, que recorda a passagem de um ano de realização e participação de mais de 600 jovens da Diocese na Jornada Mundial da Juventude, será marcado por atividades paroquiais e comunitárias com os diversos serviços de pastoral e movimentos que atuam com jovens. Um subsídio especial com 25 páginas foi confeccionado pelo Setor Diocesano de Juventude, para ser utilizado pelos jovens. As orientações são encontradas de forma virtual e não impressa, valorizando o uso das redes sociais e tecnologias de aparelhos móveis como celulares e tablets, entre outros. “Você dá um click e, num instante, centenas de pessoas podem curtir e compartilhar as informações que está repassando”, salienta o Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Joel Sávio.

A espécie de cartilha online aborda reflexões e orientações específicas referentes ao acolhimento, organização e celebrações com os jovens, abordando assuntos como amizade, afetividadem sexualidade, família, violência, drogas e políticas públicas. Ao final, traz questões de conhecimento bíblico para realização de gincanas.

Organizada pelo Setor Juventude, a Semana da Juventude promete reunir mais de 1,2 mil jovens em seu encerramento marcado o sábado, 26, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Forquilhinha. Uma missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Jacinto Flach, será celebrada às 18 horas na igreja matriz, de onde os jovens partirão, depois, até o Colégio Sagrada Família, onde haverá a grande concentração diocesana com o show nacional do cantor católico Diego Fernandes, da TV Século XXI, que foi um dos apresentadores da JMJ (entrada franca).

Para participar do evento, os jovens devem procurar os grupos ou secretarias de sua paróquia. “O objetivo está em celebrar a caminhada da juventude em nossa diocese e motivá-los para o cumprimento do compromisso firmado com o Papa Francisco durante a JMJ, de serem discípulos e missionários na evangelização de outros jovens”, afirma padre Joel Sávio.

7 de julho de 2014

O que são os livros Históricos? - Lição 19

Em nosso estudo panorâmico das Sagradas Escrituras passamos pelos livros do Pentateuco. Vamos caminhando, e agora, chegamos nos livros Históricos, por isso, é bom antes de fazermos essa viagem, termos uma certa introdução. Não podemos deixar de orientar, e sempre o faço, que temos que estudar, mas também irmos as fontes, ou seja, ler os livros. É bom fazermos nossa leitura sempre usando o método da Leccio Divina, que é o método da Igreja monástica, recuperado e adaptado para os nossos tempos.

Os livros Históricos ocupam a maior parte do Primeiro Testamento. Neles encontramos a história do povo de Deus, desde a entrada na terra prometida até quase a época da Jesus Cristo. É interessante notar que nesses livros não encontramos apenas uma crônica dos fatos, mas uma interpretação dos acontecimentos a partir da fé. É uma história vista por dentro, mostrando as relações entre Deus e os homens, através dos acontecimentos. Podemos dividir esse conjunto em três grupos: 

1). Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis: esses livros mostram que a história de Israel depende da atitude que o povo toma na Aliança dom de Deus. Se o povo é fiel à Aliança, Deus lhe concede a benção, que se traduz no dom da terra e na prosperidade. Se o povo é infiel, atrai para si mesmo a maldição, que se concretiza como fracasso e perda da terra.

2). I e II Crônicas, Esdras, Neemias, I e II Macabeus: esses livros procuram as normas básicas para a sobrevivência e a organização do povo de Deus depois do exílio na Babilônia (Esdras e Neemias). Para fundamentar essas normas, eles repensam a própria história do povo, desde o seu início (I e II Crônicas). Os livros dos Macabeus mostram a resistência heroica de um grupo diante da dominação estrangeira que procura destruir a cultura e a religião do povo de Israel.

3). Rute, Tobias, Judite, Ester: mais do que história propriamente dita, esses livros se apresentam como modelos da vivência da fé diante de situações difíceis, seja de vida pessoal (Rute, Tobias), como nacional, ou seja de um povo (Judite e Ester).

Ainda teremos mais um encontro, onde faremos uma relação da história do povo de Israel com a nossa história. Penso que foi bom! Temos aqui uma panorâmica dos livros. Antes de começarmos é interessante ir na nossa Bíblia e dar uma folheada, dar olhada, se possível ir lendo as introduções para fazer uma boa preparação. 

Continuem firmes Catequistas! Muitas vezes dá uma vontade de largar tudo, mas peça ao Espírito Santo força, coragem e muita fé para ir além. Abração a todos!

Para reflexão:

a) Quantos são os livros Históricos?

b) Estes livros somente narram os fatos?

c) Ler e comentar I Rs 21.


Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!
Org. sem. Alex Sandro Serafim.

30 de junho de 2014

A Lei do Amor no Primeiro Testamento - Lição 18

“O Amor é a síntese da Lei. ”


Percebo que nossa caminhada vai acontecendo. Neste artigo fechamos a Torá, ou seja, os cinco livros do Pentateuco, e começaremos no próximo encontro os livros históricos. No Pentateuco, um dos assuntos mais vigorosos foi a questão da Lei, que não pode ser lei com “l” minúsculo, porque Lei não foi feita para punir, mas para fazer justiça. Aqui queremos fazer uma justiça com o Primeiro Testamento. Costuma-se dizer ou pensar que a Lei do Amor na Bíblia é um privilégio do Segundo Testamento, e que o Primeiro era regido pela lei do talião (que já refletimos num encontro passado). Não é bem assim.

Para começar, no livro do levítico lemos: “Não te vingarás e não guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Lv 19,18). No livro de Deuteronômio se lê: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” (Dt 6,5). 

É citando essas duas passagens do Primeiro Testamento que Jesus responde aos fariseus, quando estes lhe perguntam: “Mestre, qual é o grande mandamento da Lei? ” E Jesus mostra que toda a Lei e os Profetas (= Primeiro Testamento) dependem desses dois mandamentos (Cf. Mt 22,34-40). Portanto, se o próprio Jesus resume o Primeiro Testamento no amor ao próximo e a Deus, é sem fundamento falarmos que aí não existe Lei do Amor.

Também, Catequistas, os profetas condensaram, tornaram mais denso, a exigência de Deus nesses dois mandamentos. O profeta Miquéias diz: “Foi-te anunciado, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige de ti: nada mais do que praticar o direito, gostar do amor e caminhar humildemente com o teu Deus” (Mq 6,8). Em Oséias, a noção de amor entre Deus e seu povo é tão ousada que ele chega a comparar Deus com um esposo e o povo com uma esposa que se devem amar mutuamente e serem fieis um ao outro (Cf. Os 1-3).

Uma novidade, porém, é reservada para o Segundo Testamento: só com Jesus Cristo surgiu outro mandamento mais exigente: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos” (Mt 5,43-44). Amar a quem nos ama e nos faz bem é super tranquilo. Agora, amar a quem não nos ama e ainda quer o nosso mal, só um amor divino. Por isso a Cruz é importante, ela torna visível esse Amor incondicional. 

Queridos Catequistas, depois dessa reflexão formativa, terminamos esta etapa. Caminhemos firmes! Vamos em frente! Com Jesus nada vai nos derrotar! Como atividade, vamos ler e meditar a Primeira Carta de São João.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia!

Org. sem. Alex Sandro Serafim.





27 de junho de 2014

Biblia ou “Bíblias? - Lição 17



“Portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo” (São Jerônimo).

A Bíblia é o livro sagrado do judaísmo e do cristianismo. É patrimônio da humanidade, por isso, encontramos várias terminologias quanto às diferentes formas da Bíblia e sua estrutura. Penso que todos têm uma reta intenção, mesmo procurando os seus interesses na estrutura bíblica. Vamos em frente:

    Bíblia cristã: a Bíblia do Primeiro Testamento e do Segundo Testamento, segundo a aceitação cristã (católica, protestante, ortodoxa...), no texto original ou em tradução;

    Bíblia grega: o Primeiro Testamento em tradução grega (não só a Septuaginta, mas também outras traduções gregas, e o Segundo Testamento, no original grego;

    Bíblia católica: a Bíblia conforme definida pela Igreja Católica, com o “cânon amplo” do Primeiro Testamento (ou seja, incluso os sete livros deuterocanônicos: Tobias, Judite, I Macabeus e II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc);

    Bíblia hebraica: os livros bíblicos escritos em hebraico (língua hebraica);

    Bíblia latina: Primeiro Testamento e Segundo Testamento em tradução latina (latim);

    Bíblia protestante: a Bíblia cristã segundo o uso protestante, com o “cânon restrito” do Primeiro Testamento (ou seja, exclui os livros deuterocanônicos: Tobias, Judite, I Macabeus e II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc).

Existem outras terminologias no contexto bíblico que são de extrema importância para a compreensão do texto quando se faz uma hermenêutica ou exegese bíblica, tais como:

    Apócrifos: são livros extracanônicos;

    Extracanônicos: livros do ambiente bíblico que não foram admitidos no cânon;

  Deuterocanônicos: livros ausentes do cânon hebraico, mas contidos na Septuaginta e aceitos como canônicos pelos católicos e pelos ortodoxos, porém não pelos protestantes;

   Nova Vulgata: revisão radical da Vulgata, feita para aproximá-la mais dos originais, depois do Concílio Vaticano II da Igreja Católica (1962-1965). É atualmente a tradução oficial da Bíblia na Igreja Católica;

    Pseudoepígrafos: propriamente, livros com título (epígrafe) fictício;

    Septuaginta, ou (Bíblia dos) Setenta (sigla LXX): é a tradução da Bíblia hebraica para o grego, elaborada a partir do 3º século aC. Contém alguns livros a mais que a Bíblia hebraica (deuterocanônicos);

    Tanak: a Bíblia aceita pelo judaísmo hoje (para uso na sinagoga), quer em hebraico, quer em tradução;

    Vulgata: versão latina da Bíblia cristã elaborada por São Jerônimo, por volta de 400 dC, é a forma mais conhecida da Bíblia latina.

Queridos Catequistas, assim vamos dando continuidade ao novo curso panorâmico da Bíblia, intercalando os livros com os conhecimentos bíblicos. Dessa forma, nosso caminho que aprendizado e estudo não fica maçante. Como não temos atividade, peço que vocês revissem o que até agora passamos, para gravar com eficácia em nossa memória. Um grande abração!

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia!
Org. sem. Alex Sandro Serafim.